A Terra que te sussurra

A Terra que te sussurraColocámos o pé num caminho estreito, em que o Grande Escultor, senhor de Tempo, vai modelar as nossas vidas e os nossos corpos, de forma a que a verdadeira realidade possa ser trazida à Luz. Cada ser humano no planeta será cinzelado, passo a passo, para que toda a sua estrutura possa expressar a sua expressão original, alinhado com o coração da Terra.

É um trabalho feito em silêncio, dentro dos nossos corpos, que acarreta um profundo desgaste e cansaço. Enquanto a Terra sussurra a cada célula os códigos da nova realidade, o Grande Mestre do Tempo molda o corpo e alma de cada ser humano, para que todo o ruído que impede a expressão da energia que o coração da Terra emana, possa ser silenciado e expurgado.

Só no mais profundo e cristalino silêncio se percebe esta realidade. Só distanciando-se do ruído provocado pelas emoções, pelas certezas, pela informação e pelo conhecimento efémero que a cada momento invade o espaço de cada ser humano, é que se pode conseguir uma verdadeira percepção da realidade. Esse distanciamento traz neutralidade e aceitação. Quando tudo passa, o silêncio toma o seu lugar, a serenidade acontece e a Terra pode ser ouvida nas células.

O seu sussurro torna-se audível, mas sempre um sussurro, não vá impor-se ao livre-arbítrio humano. Em cada ser humano, as células conhecem a voz da Terra, conhecem a sua energia, os seus códigos; mas só podem atender ao seu sussurro quando a mente consciente que as une, reconhecer também essa energia. Até lá, o senhor do Tempo marca a sincronicidade da transformação de cada ser humano.

No início deste ciclo, o planeta expurga todo um conjunto de registros humanos que estão sedimentados na sua estrutura e que correspondem a uma realidade que já foi extinta. No fundo, devolve-os a quem os criou. Como será contactar com o que já não existe e que se pensa que terminou? É apenas uma ilusão, mas a maioria das pessoas vai vê-la como realidade.

O desafio emocional dos próximos meses é muito grande e mais uma vez se diz:

“Só no mais profundo e cristalino silêncio compreenderás a realidade! A tua e a dos outros.”