Os vínculos doentios

Qualquer iniciativa que nos liberte das malhas ardilosas deste mundo onde nos encontramos é, evidentemente, recomendável. Tal tarefa, porém, não é nada fácil porque as relações de todos os tipos (afetivas, familiares, sociais, etc.), têm um potencial enorme de nos meter em desarranjos emocionais devastadores.

Vínculos doentios - Sistema Anura

Todavia, há outro fator fundamental que nos mantém a estrebuchar nas teias peganhentas deste mundo. É o facto de nos ser muito difícil evitar os complexos de culpa gerados pelos divórcios, separações, rompimento de amizades, etc.

Na arte de amar – a sério, não por carência – a submissão e a dependência estão ausentes, por uma razão muito simples: Amar (com maiúscula) implica respeito mútuo. Ninguém, desde que ame incondicionalmente, deve alimentar vínculos doentios.

Prendermo-nos (ou atrelarmo-nos) a outras pessoas, compromete o objectivo essencial da nossa existência no mundo: adquirir autonomia! O problema é que há demasiadas forças que boicotam este intento, criando uma teia complexa dentro da qual muitos de nós ainda se debatem.

Seja como for, não pode haver pressa. Embora gostássemos que tudo se resolvesse rapidamente, precisamos de nos dar tempo para recolhermos as âncoras que nos prendem ao fundo lodoso. Se as recolhêssemos todas simultaneamente, surgiria o caos físico, mental e emocional.

Mas… uma coisa é recolher as âncoras já existentes, outra coisa é criar outras, novas. Esta tendência de, por um lado, recolher velhas âncoras e, por outro, deitar âncoras novas, é um processo bastante desinteressante. Todavia, é inevitável que tal esteja a acontecer a muitos de nós. Se é o teu caso, propomos o seguinte:

Para te libertares das velhas âncoras, sugerimos os seguintes Florais de Anura:

Para te equilibrares após processos de ruptura, mudança ou separação:

Por favor, não te esqueças: cada vez que tomares os florais, tem a presente a consciência de que eles te vão fazer bem.