A insustentável leveza do mundo

A insustentável leveza do mundoArrastamos um peso, presos a uma profunda ilusão do que pensamos que é a vida e do que deveria ser, do que temos direito e do que nos falta, do que queríamos ser e parecer e, acima de tudo, do medo que temos de perder o que nunca tivemos.

A insatisfação e o medo reinam nas células dos nossos corpos, fruto dos pensamentos inconscientes e das emoções profundas do ser, que regra geral calamos e não olhamos. É a porta aberta da desarmonia do corpo. Esse é o peso que carregamos.

Como formadora de Terapeutas de Florais de Anura, deveria dizer-vos que eu não vivo essa situação e que estou a viver a insustentável leveza do mundo. Seria uma grande mentira.

É com o meu corpo, ao escutar o meu corpo que eu posso ser mais consciente de mim, percebendo melhor os outros e aceitando-os, nas suas manifestações sui generis. E, garanto-vos, o meu corpo também possui estes pesos e é com eles que eu aprendo.

A minha viagem de vida é em direção ao entendimento da Fonte em mim e nos outros. Ora (essa parte já sei, vá lá!), a Fonte manifesta-se todos os dias na Vida e em todos nós!

Em cada pulsar de respiração de qualquer ser vivo da Terra, Ela está lá, mantendo a insustentável leveza do mundo. Só que nós perdemos a consciência dessa Energia Maior em nós e na Terra, encarceramo-nos em conceitos e culturas, castrámos a nossa liberdade e a dos outros, maquilhámo-nos de espiritualistas ou religiosos, de ateus ou de outra ideia qualquer que nos desse segurança.

Essa é a palavra chave: segurança.

Somos como crianças que se perdeu da mão da Mãe, logo, queremos que o nosso medo e o nosso desconhecimento se acalmem! É isso que fazemos todos os dias quando criticamos, julgamos, olhamos e… não entendemos.

O corpo sabe o que precisa

Essa energia anquilosante do medo e da ignorância de si mesmo, está patente no nosso corpo, nas nossas células, à procura da liberdade do Amor e da Alegria. O corpo sabe o que precisa, conhece o caminho, mas fica esmagado com os fios que são emanados por quem o habita.

A busca da insustentável leveza do Amor e da Alegria anima todos os corpos, vinda do Google interno da Alma, que teima em recuperar a energia do colo da Mãe e o seu aconchego, teima em recuperar a sua mão; bem como a alegria que vibrava em si ainda criança, quando o corpo ainda não tinha sido impregnado pelo ilusório peso do mundo.

Neste Inverno que insiste em ficar, para tratar os pesos dos corpos e das almas que teimam em procurar a Leveza Maior, aqui fica uma ajudinha:


 

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